image As regiões produtoras do café image Café é saúde e faz você viver mais

Cadeia produtiva do café: do campo à xícara

cadeia produtiva do café

A cadeia produtiva do café é tão interessante quanto a própria bebida. Conhecer um pouco dos processos pelos quais o café passa até chegar às nossas xícaras dá uma boa noção da importância dele no nosso dia a dia. Vamos dar um passeio pela cadeia produtiva do café?

 

O cultivo do café

cultivo do café

O café é um fruto bem complexo. Qualquer deslize pode resultar em um produto de má qualidade. E todas as fases da cadeia produtiva do café é que definem se a bebida terá maior ou menor acidez, corpo e amargor, inclusive a torrefação.

Para o cultivo do café, exige-se clima quente. Solo, local de plantio e altitude também são fundamentais. Os cafés mais finos – do tipo arábica – vêm de plantações entre 700 e 1500 metros acima do mar. Esses geralmente compõem o café gourmet.

Há dois sistemas de cultivo: plantação sombreada ou plantação a pleno sol. Esta última é característica do Brasil, apresenta rendimentos mais altos, menor biodiversidade e necessidade de maior fertilização. A outra tem baixo rendimento por hectare e maior biodiversidade.

 

Composição do café

composição do café

A planta de café é da família das rubiáceas, que tem cerca de 7000 espécies. Das 100 espécies do gênero Coffea, dois possuem importância econômica: arábica e robusta.

Em quatro anos, a plantação de café está com carga total. Seu fruto é formado por casca, polpa (logo abaixo da casca), mucilagem (situada entre a polpa e o pergaminho) e pergaminho (película interna que envolve a semente).

 

O plantio do café

plantio do café

O café precisa de nutrientes do solo, que deve ser constantemente adubado com matéria orgânica e mineral. A avaliação do solo é feita por amostras coletadas.

A umidade do solo também é muito importante para a produtividade. Em regiões com pouca chuva, é preciso irrigação frequente. Esse é o caso do oeste baiano e do cerrado mineiro.

A forma de irrigação depende de muitos fatores. Entre as diversas formas estão: o gotejamento, que vai direto na raiz da planta e chega a dobrar a produção; a aspersão convencional, com  jatos em forma de chuva; o pivô central, com água movimentada de forma circular; e o sulco, mais criticado pela baixa eficiência, pois a distribuição da água é feita por gravidade.

 

A colheita do café

colheita do café

O início da colheita varia de região para região, mas geralmente ocorre 7 meses após a florada, quando o fruto atinge o ponto ideal de maturação, o estágio cereja. Assim, evita-se a fermentação, a pior inimiga do café. Entre os tipos de colheita estão: a manual, a mais empregada; e a seletiva, comum de fazendas focadas em qualidade.

Na colheita, há a derriça, que é a retirada dos frutos de uma só vez. Frutos verdes, cerejas, passas e secos são colhidos ao mesmo tempo. A maioria das fazendas ignora a separação dos cafés nessa etapa, o que compromete a qualidade no final. Há a derriça de pano (que evita o contato do café com o solo), no chão e a mecânica.

 

O processamento do café

processamento do café

Existem 2 sistemas principais para o preparo e a secagem do café. O via seca é o mais comum, nele o café seca em terreiros, que nas fazendas que investem em qualidade costumam ser de cimento e receber o café lavado antes de secar. E o via úmida, que resulta nos cafés descascados e despolpados, melhor cotados no mercado.

O beneficiamento é a etapa em que se eliminam os defeitos do grão, onde geralmente tira-se 50% do peso do café. Ele inclui a limpeza (retirada de impurezas), o descascamento e a classificação.

 

Armazenamento e seleção do café

armazenamento do café

Vários fatores influenciam na qualidade do armazenamento dos grãos secos: umidade relativa do ar, teor de umidade dos grãos, temperatura interna, limpeza e impermeabilização e incidência de luz. Temperaturas baixas dificultam a ocorrência de contaminações.

Depois de limpo, o café deve ser selecionado. Isso é feito de várias maneiras, mas o mais comum é separar os grãos por tamanho com peneiras.

 

Bom, é isso. Estender o assunto cadeia produtiva do café ou dar mais detalhes de cada elo dela seria entrar no âmbito técnico demais. Mas se essa for sua necessidade, deixe sua dúvida nos comentários. Se preferir, pode entrar em contato pelo Fale Conosco do nosso site. Vamos adorar conversar com você. Até a próxima!

 

Fonte: livro “Guia do Barista – da origem do café ao espresso perfeito”, de Edgard Bressani