image 5 formas conhecidas para o preparo do café image 8 curiosidades do café gourmet que você precisa saber

De Kaldi à xícara: a história do café

Kaldi

Bom, chegou a hora de falarmos um pouco sobre a história do café. Isso mesmo! Já abordamos aqui que o café gourmet está cada vez mais em nossas xícaras, o jeito quase perfeito de servir café pelas máquinas de expresso, os blends e as formas conhecidas de preparar o café. Já está mais que na hora de sabermos um pouco mais sobre a origem dessa bebida tão querida e popular.

 

A lenda de Kaldi na história do café

 

Diz a lenda que um pastor, cujo nome era Kaldi, observou suas ovelhas comendo frutos vermelhos e ficando saltitantes. O pastor então resolveu fazer um preparo com a semente do fruto. Assim começa a lenda que originou a bebida café, há mais de mil anos.

 

O evento foi observado por um monge, nas terras montanhosas da Abissínia. Kaldi havia mostrado ao monge os frutos vermelhos, chamando-os de elixir poderoso e excitante. O monge levou os frutos ao monastério e os experimentou, enchendo-se de energia.

 

Outra versão da lenda não inclui o monge, e uma outra, mais detalhada, continua a saga da planta: diz que um dos monges achou a bebida muito amarga e jogou os frutos ao fogo, o que resultou num aroma delicioso.

 

Entre lendas e verdades, o fato é que os registros históricos parecem indicar que a planta surgiu na Etiópia, África, por volta do ano 575, tendo sido levada para o Iêmen por volta dos anos 1200, difundindo-se por todos os países árabes.

 

Kaffa ou Qahwa?

 

Ao contrário do que se pensa, a palavra café não vem de Kaffa, província em que foi cultivado, mas do árabe Qahwa, que significa vinho, por isso o café ficou conhecido na Europa como o vinho da Arábia.

 

Em 1554, foi aberto em Constantinopla o primeiro café público do mundo. Em 1615, mercadores venezianos o introduziram na Europa. A planta chegou ao continente americano pela Martinica, ilha do mar do Caribe, trazida a pedido do rei da França, Luís XIV. Chegou finalmente ao Brasil pelas mãos de Francisco de Mello Palheta.

 

Café conquistador

 

O café conquistou o mundo ao longo dos séculos: na Itália, enfrentou a resistência da Igreja, que o tinha como invenção do demônio, “quente como o inferno e preto como o carvão”. A bebida rapidamente passou a fazer parte da vida dos europeus e, durante o século XVIII, as casas de café espalharam-se pelo continente.

 

Se foram os árabes que aprenderam a torrar o fruto, foi na Europa que nasceu o café expresso, em 1822, mas foram os italianos os grandes responsáveis pelo desenvolvimento da técnica.

 

A terceira onda do café

 

A qualidade tornou-se um valor indispensável e gerou novos conhecimentos e novos hábitos para o café, como trocar o balcão da padaria pelas cafeterias, por exemplo. O café passou por duas ondas antes de chegar à atual:

 

  • Primeira Onda: pós-Segunda Guerra, houve maior volume, com qualidade duvidosa, o café era forte ou extraforte, aspectos do processo de torrefação que disfarçam a baixa qualidade. O consumo era de massa.
  • Segunda Onda: anos 70, surge a Starbucks nos EUA, que elevou e popularizou a qualidade do café através do expresso, criando uma legião de consumidores mais qualificados. Houve alto investimento em propaganda.
  • Terceira Onda (hoje): começou nos EUA em 2002, passando para Europa e Austrália; surge a valorização da origem, da produção humana e artesanal, o aprimoramento da qualidade, novas formas de extração.

 

O café no Brasil hoje

 

Durante quase todo o século XIX e parte do XX, a riqueza do Brasil se concentrou na economia cafeeira. Hoje, além de sermos os maiores exportadores do grão verde, temos a segunda posição no consumo mundial, e brigando forte com os EUA pela liderança no futuro.

 

E para você, quais as perspectivas que se abrem para o café no Brasil? Deixe seu comentário. Até a próxima!

 

Fonte e colaboração: livro “Guia do Barista – da origem do café ao espresso perfeito”, de Edgard Bressani